Diário de bordo de uma mulher que está beirando os cinquenta. Uma poetisa, uma mãe, uma doceira, uma mulher, um ser humano envelhecendo e sorvendo cada gota desta loucura que é viver cada dia um dia a menos. Diagnosticada como uma pessoa com Transtorno Afetivo Bipolar - TAB, aos 46 anos. Entre tantos acontecimentos no percurso, esse último merece um capítulo especial.
quinta-feira, 24 de março de 2016
domingo, 18 de outubro de 2015
Pequeninos III
- Não vai a igreja de novo?
- Não!
- Que que deu em você, faz um mês que não vai a igreja?
- Naum quero ver ninguém, você já está atrasada!
- Eu estou começando a ficar preocupada com você... Daqui a pouco não sai mais de casa...
- E eu estou começando a ficar irritada com você!
- Tudo te estressa, tá vendo? Eu nem...
- Você nem precisa de esforço para me irritar, vai embora logo!
- A gente quer conversar...
- Naum comece a me manipular, vá embora!
- Não!
- Que que deu em você, faz um mês que não vai a igreja?
- Naum quero ver ninguém, você já está atrasada!
- Eu estou começando a ficar preocupada com você... Daqui a pouco não sai mais de casa...
- E eu estou começando a ficar irritada com você!
- Tudo te estressa, tá vendo? Eu nem...
- Você nem precisa de esforço para me irritar, vai embora logo!
- A gente quer conversar...
- Naum comece a me manipular, vá embora!
sábado, 17 de outubro de 2015
Pequeninos II
- Vai comer de novo?
- Vou, por quê?
- Você acabou de comer um monte de biscoitos, vai comer mais?
- O problema é de quem se eu como ou se faço greve de fome?
- Seu, mas...
- Então mais nada! Eu faco o que quero da minha vida e fome.
- Como vc pode ser tão estupida?
- Aprendi com você!
- Vou, por quê?
- Você acabou de comer um monte de biscoitos, vai comer mais?
- O problema é de quem se eu como ou se faço greve de fome?
- Seu, mas...
- Então mais nada! Eu faco o que quero da minha vida e fome.
- Como vc pode ser tão estupida?
- Aprendi com você!
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Pequeninos I
Vou mudar o nome disto para a flor da pele.
- Como eh que chama o nome disto?
- Chama "A Flor da Pele".
- Tatuagem, um desenho de uma flor?
- Naum! Nervos a flor da pele.
- E pele tem flor? Nervos florescem?
- Naum, Idiota! Eh soh uma expressão, para dizer que esta a ponto de bala, por um fio, no limite... Entende?
- Claro! Mas o que tem a flor a ver com isso?
- AHHHHH! Cala-te!
- Como eh que chama o nome disto?
- Chama "A Flor da Pele".
- Tatuagem, um desenho de uma flor?
- Naum! Nervos a flor da pele.
- E pele tem flor? Nervos florescem?
- Naum, Idiota! Eh soh uma expressão, para dizer que esta a ponto de bala, por um fio, no limite... Entende?
- Claro! Mas o que tem a flor a ver com isso?
- AHHHHH! Cala-te!
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Sensações: café com leite ...
Lembro da primeira vez que eu bebi café com leite...Tinha acabado o meu Nescauzinho sagrado e minha mãe me deu leite com café.
Eu não queria e ela me disse que se eu não provasse não ia saber se era gostoso ou não... Eu na maior manha, peguei a colherinha (nada de colherzinha para criança) e chups, provei, hummmm que sabor, que coisa de outro mundo, bebi a xicara toda. Adorei o gosto de café com leite na minha boca.
Ainda hoje eu me lembro daquele dia na cozinha da minha vó Maria, sinto a mesma sensação sempre que algo bom vai me acontecer.
Coisas boas tem sabor de café com leite.
Ainda hoje eu me lembro daquele dia na cozinha da minha vó Maria, sinto a mesma sensação sempre que algo bom vai me acontecer.
Coisas boas tem sabor de café com leite.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Caro Data Vermibus - O sepultamento do potiguar
Caro Data Vermibus - O sepultamento do potiguar
Para mim, dia de chuva lembra morte, por isso esperei a chuva para matar-lhe e sepultar-lhe.
Nem chovia tanto e nem tinha vendaval, mas teve velório, caixão, vela e terço.
Deitei o corpo no caixão, sepultei e chorei.
Não era bem corpo, era um papel com seu nome. E o caixão era uma caixinha de fósforo, vazia.
Não acendi vela de verdade e não rezei terço.
Eu não sou católica, ele era.
Não foi no cemitério, fiz uma cova rasa num vaso.
Cova rasa como a de João, em sua morte e vida severina.
Não chamei um padre, nem ninguém,
Mas eu mesma fiz uma missa.
Pensei:"-Ele era tão bom!".
Mentira!
Se fosse bom eu não o teria matado, ele não precisaria morrer.
Coloquei o caixão na cova, joguei uma pétala, porque flor era grnade demais.
Chorei um pouco mais...
Disse umas palavras: Caro Data Vermibus!
Lancei a terra devagar e fui chorando devagar.
Deixá-lo ali no frio me doeu, pensava nele sozinho e os vermes...
Vermes não comem papel com nome, defuntos fictícios.
A terra cobriu rapidamente o caixão, ele estava morto e enterrado.
Respirei aliviada, papéis com nome não ressucitam.
Coloquei uma violeta sobre o túmulo, dentro do vaso de violetas.
Voltei para casa, estava no quintal, apenas entrei, pensei nele, na morte dele, em como planejei tudo; a cor do papel, a tinta da caneta, o tipo de letra, a caixa de fósforos, qual vaso usar, o dia de fazer isto... Ah! Livrei-me dele!
Chorei de novo, amava aquele nome na caixinha, amava e estava presa aquele homem morto no caixão e sepultado no vasinho.
Estava viúva, não precisava amá-lo e nem sofrer por ele.
Sepultei-o mas ele anda solto por aí, morto no meu coração.
(Nem preciso explicar mais nada - 2000)
Para mim, dia de chuva lembra morte, por isso esperei a chuva para matar-lhe e sepultar-lhe.
Nem chovia tanto e nem tinha vendaval, mas teve velório, caixão, vela e terço.
Deitei o corpo no caixão, sepultei e chorei.
Não era bem corpo, era um papel com seu nome. E o caixão era uma caixinha de fósforo, vazia.
Não acendi vela de verdade e não rezei terço.
Eu não sou católica, ele era.
Não foi no cemitério, fiz uma cova rasa num vaso.
Cova rasa como a de João, em sua morte e vida severina.
Não chamei um padre, nem ninguém,
Mas eu mesma fiz uma missa.
Pensei:"-Ele era tão bom!".
Mentira!
Se fosse bom eu não o teria matado, ele não precisaria morrer.
Coloquei o caixão na cova, joguei uma pétala, porque flor era grnade demais.
Chorei um pouco mais...
Disse umas palavras: Caro Data Vermibus!
Lancei a terra devagar e fui chorando devagar.
Deixá-lo ali no frio me doeu, pensava nele sozinho e os vermes...
Vermes não comem papel com nome, defuntos fictícios.
A terra cobriu rapidamente o caixão, ele estava morto e enterrado.
Respirei aliviada, papéis com nome não ressucitam.
Coloquei uma violeta sobre o túmulo, dentro do vaso de violetas.
Voltei para casa, estava no quintal, apenas entrei, pensei nele, na morte dele, em como planejei tudo; a cor do papel, a tinta da caneta, o tipo de letra, a caixa de fósforos, qual vaso usar, o dia de fazer isto... Ah! Livrei-me dele!
Chorei de novo, amava aquele nome na caixinha, amava e estava presa aquele homem morto no caixão e sepultado no vasinho.
Estava viúva, não precisava amá-lo e nem sofrer por ele.
Sepultei-o mas ele anda solto por aí, morto no meu coração.
(Nem preciso explicar mais nada - 2000)
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Mantra do Amor Antigo
Mantra do amor antigo
Meu antigo amor
Eu joguei num poço
É...
Meu antigo amor, eu joguei num poço fundo
Por cima eu joguei pedras
Foi isso que eu fiz
O meu antigo amor eu joguei num poço fundo
Por cima eu joguei pedras e
Fiz nascer uma fonte
Eh, foi isso...
Peguei o meu antigo amor, joguei num poço fundo
Por cima eu joguei pedras
Fiz nascer uma fonte
De águas amargas.
Eu joguei num poço fundo o meu antigo amor
Joguei pedras por cima e
Ainda fiz nascer uma fonte de águas amargas
Que ninguém bebe.
Foi isso!
Que amor?
Que poço?
Que água?
Que amarga!!!
Que fundo?
Que pedra?
Que nada?
Que antigo, que eu nem me lembro
De que poço estava falando?
(2002... eu acho, faz muito tempo, mas gosto dele.)
Mantra old love My old love I dumped in a deep well Yes... My old love, I dumped in a deep well Above I threw stones That's what I did My old love I dumped in a deep well Above I threw stones and There was born a wellspring Yes , that's all... I took my old love, dumped in a deep well Above I threw stones It was borning a wellspring, Bitter waters. I dumped in a deep pit my old love I buried with stones and It was borning a wellspring of bitter waters That noone drinks . That's it! What love?
What well ? What water? That bitter!!! How deep? Which stone? Nothing? That old , I do not even remember What well I was talking about?
Meu antigo amor
Eu joguei num poço
É...
Meu antigo amor, eu joguei num poço fundo
Por cima eu joguei pedras
Foi isso que eu fiz
O meu antigo amor eu joguei num poço fundo
Por cima eu joguei pedras e
Fiz nascer uma fonte
Eh, foi isso...
Peguei o meu antigo amor, joguei num poço fundo
Por cima eu joguei pedras
Fiz nascer uma fonte
De águas amargas.
Eu joguei num poço fundo o meu antigo amor
Joguei pedras por cima e
Ainda fiz nascer uma fonte de águas amargas
Que ninguém bebe.
Foi isso!
Que amor?
Que poço?
Que água?
Que amarga!!!
Que fundo?
Que pedra?
Que nada?
Que antigo, que eu nem me lembro
De que poço estava falando?
(2002... eu acho, faz muito tempo, mas gosto dele.)
Mantra old love My old love I dumped in a deep well Yes... My old love, I dumped in a deep well Above I threw stones That's what I did My old love I dumped in a deep well Above I threw stones and There was born a wellspring Yes , that's all... I took my old love, dumped in a deep well Above I threw stones It was borning a wellspring, Bitter waters. I dumped in a deep pit my old love I buried with stones and It was borning a wellspring of bitter waters That noone drinks . That's it! What love?
What well ? What water? That bitter!!! How deep? Which stone? Nothing? That old , I do not even remember What well I was talking about?
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