Falta de ar, suor na fronte e seu pé deslizando no meu ventre.
Não me levanto sozinha, nem me deito mais, sua cabeça salta bem no meio da barriga esticada.
Os sons da cidade, todos, se calam e só quero ouvir o seu pequeno coração, nada importa, não me importa não respirar, não andar e não parecer mais aquela menina que eu fui, sua chegada é minha absolvição, de todos meus pecados e nenhum desconforto tem significado diante de seus movimentos tão notáveis. seus pézinhos, sua cabeça e você inteiro se mostrando dentro de mim.
Desde essa sensação na gestação, doze anos e meio já se passaram. Está se tornando um jovem homem de quem eu tenho muito orgulho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário